Museus como agentes de mudança turma PPD 26/27.04
Apresentação
Qual o verdadeiro poder de uma obra de arte? Pode a arte influenciar a forma como pensamos e agimos enquanto indivíduos e enquanto sociedade? Pode a relação com o objeto artístico estimular o pensamento, a implicação do sujeito e levá-lo a agir concretamente na esfera do mundo público? E será possível uma obra de arte com séculos de existência transformar as mentalidades do agora e, a partir dessa transformação, operacionalizar mudanças na existência individual e, assim, também no mundo? Reunindo colaborativamente a aprendizagem em contexto com uma articulação concreta e activa entre a Escola e o Museu/Espaço Museológico, pretende-se articular e promover o conhecimento e o desenvolvimento de competências nas diferentes área do saber, nomeadamente acerca do carácter potencial e transformador da obra de arte, centrando a Arte como elemento unificador e como suporte de uma reflexão assente na mudança de práticas para uma melhoria das actividades escolares e para uma sustentada interligação entre a Escola e o Museu. Constituindo um momento de articulação entre equipas, centradas numa abordagem de excelência ao nível do conhecimento cientifico e didáctico esta acção de formação pretende ser um ponto de viragem para o recentrar da Educação pela Arte no contexto do ensino, assim como, um momento de promoção de uma articulação fundamental entre os docentes e os espaços culturais refundando a lógica do docente como principal agente de cultura e de conhecimento.
Destinatários
Professores dos Grupos 240, 400, 410 e 600
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 240, 400, 410 e 600. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 240, 400, 410 e 600.
Objetivos
→ Promover estratégias de interligação entre o Conhecimento, a Arte e o Património; → Dinamizar novas abordagens aos conteúdos dos programas oficiais; → Articular conhecimentos e novas estratégias de ensino/aprendizagem; → Sensibilizar e atuar sobre problemas sociais; → Ensinar a ver, conhecer e compreender a linguagem visual; → Desenvolver a criatividade e espírito crítico; → Desenvolver a sensibilidade estética; → Valorizar a obra de arte como fonte de conhecimento; → Implementar projectos transdisciplinares capazes de atuar sobre fragilidades do mundo atual; → Perspetivação múltipla de olhares sobre uma obra de arte; → Produção de novas atividades e materiais didácticos; → Desenvolver o pensamento criativo e crítico dos alunos; → Refletir sobre o eu e o outro através da arte.
Conteúdos
I. Saber! Enquadrar narrativas: → O Museu como espaço de Aprendizagem e Conhecimento em Contexto; → O trabalho dos Serviços Educativos; → Nova Museologia; → Da época clássica à atualidade: episódios relevantes para compreeender o mundo de hoje; → Compreender a transformação de mentalidades, da época clássica à contemporânea; → Identificar, no passado, a origem de preconceitos e estigmas da atualidade; → Reconhecer paradigmas sociais no Ocidente; → Entre o Humanismo e a desensibilização humana; → Os perigos de narrativas unívocas; → Racismo e descolonização. II. Repensar! Democratizar o museu e a educação: → Compreender a complexidade (e atualidade) das estruturas centralizadas de poder individual; → A Justiça Social como missão no ato de educar; → A atual fragilidade dos valores democráticos; → Os museus como agentes de transformação social; → O potencial do museu para convocar múltiplas leituras e respetivas transformações do sujeito, do seu conhecimento e do próprio mundo; → Aprendizagem pela História; → Modelos inclusivos de aprendizagem. III. Desconstruir! É preciso dialogar: → Desafios atuais e comuns que o Museu e a Escola enfrentam; → Identificar os perigos da polarização e de posições dogmáticas; → A instrumentalização e desvirtualização da obra de arte; → A manipulação de narrativas históricas no mundo atual; → A relevancia da Arte, do Museu e da Escola nas democracias desafiadas de hoje; → Aprender com os testemunhos de uma primeira globalização; → O poder da obra de arte para repensar a política, a história e a sociedade. IV. Reconstruir! O tempo da empatia é agora: → O questionamento enquanto estratégia de reconstrução; → Compreender o que torna a arte significativa para o ser humano; → O regresso às emoções como forma de acesso à arte e ao outro; → Clarificar os conceitos de empatia e de capacidade empática; → O impacto da arte na capacidade empática e na decorrente tomada de decisões; → A arte como potenciadora de mudança. V. Agir! Semear o futuro: → A arte como memória para o futuro; → Refletir sobre o que fazemos e o que podemos fazer melhor; → Laboratório de ideias; → Definir metodologias e delinear linhas concretas de acção; → Identificar fragilidades no acesso e na inclusão à educação pela arte; → Refortalecer os elos de ligação entre o Museu e a Escola; → Práticas a evitar e a implementar no ato de educar; → Manifesto para a Educação pela Arte
Metodologias
Com base em metodologias construtivas, ativas e dialéticas, suscitar a aprendizagem histórica das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga, salientando a sua leitura interdisciplinar. Despertar para a consciência das implicações de determinadas obras de arte na transformação de mentalidades, de sociedades e, assim, talvez do mundo. Revelar a intemporalidade da obra de arte e o seu permanente poder.
Avaliação
A classificação de cada formando será realizada na escala de 1 a 10 conforme indicado no Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio, respeitando todos os dispositivos legais da avaliação contínua, de acordo com os seguintes critérios: Participação/Contribuição: 50%; Trabalho de aplicação de Conteúdos (Projeto e reflexão crítica): 50% Os formandos serão avaliados, sobretudo, com base em princípios da avaliação contínua: → participação activa nas sessões; → produção de trabalho de investigação; → espírito crítico; → apresentação do trabalho final com discussão na sessão de avaliação.
Modelo
Aplicação de inquéritos por questionários aos formandos e aos formadores.
Bibliografia
CORNELL, Joseph, Wanderlust, Royal Academy of Arts, London, 2015 GIL, José A Arte como linguagem, Relógio D’ Água, 2010 LEIGHTON, S. Position or no position? Museums, Leadership and Social Change, Leicester University, 2019 MESSAGE, K. Museums and social activism, Routledge, 2013 RIBEIRO, António Pinto, “Podemos descolonizar os museus?”, in António Sousa Ribeiro; Margarida Calafate Ribeiro (org.),Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais, Afrontamento, Porto, 2016
Formador
Irina Duarte
Cronograma
| Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
| 1 | 23-10-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 2 | 26-10-2026 (Segunda-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 3 | 30-10-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 4 | 06-11-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 5 | 13-11-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 6 | 20-11-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:30 | 3:00 | Online síncrona |
| 7 | 27-11-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 8 | 04-12-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |
| 9 | 11-12-2026 (Sexta-feira) | 17:30 - 20:15 | 2:45 | Online síncrona |